terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Criminalidade despenca na Cidade de Deus e no Dona Marta, favelas ocupadas por UPP

Um Policial Militar brinca com um menino na Cidade de Deus, uma cena impensável antes da ocupação da comunidade: a rotina de violência ficou no passado / Foto: Márcia Foletto - O Globo
RIO - A imagem de um ônibus sendo destruído pelo fogo em Copacabana, na terça-feira, numa ação do tráfico em represália à ocupação policial dos morros do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo, era comum nas ruas em volta da Cidade de Deus. Mas, desde que a PM se instalou na comunidade, em novembro do ano passado, cenas de guerra como essa ficaram no passado. Com a ocupação da favela e a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no lugar, a violência saiu da rotina dos moradores - e os índices de criminalidade na área comprovam isso. Só no caso dos homicídios, houve uma queda de mais de 82%.
(Leia mais: Conselho incentivará empreendedorismo em favelas ocupadas por UPP)
De 10 de novembro de 2007 a 10 de novembro de 2008, a Polícia Civil registrou na Cidade de Deus 34 assassinatos. Já de 11 de novembro de 2008 a 11 de novembro deste ano, foram seis casos. Quanto a roubos de carros, houve, no mesmo período, uma redução de 83% - de 68 registros para 11. Os assaltos em coletivos também despencaram, de 141 para 41 casos, ou seja, 70,9%.
Os números da violência da Cidade de Deus:

No Morro Dona Marta, em Botafogo, ocupado pela polícia na mesma época, o fenômeno se repetiu. De 18 de novembro de 2007 a 18 de novembro do ano passado, foram registrados três homicídios na área da favela. Já de 19 de novembro de 2008 a 19 de novembro deste ano, não ocorreu um caso sequer. No mesmo período, houve queda, de 44%, no número de roubos de carros. Em compensação, os registros de apreensões de drogas cresceram nas duas comunidades. Na Cidade de Deus, o aumento foi de 550%. Já no Dona Marta, foi de 100%.
Os números da violência no Dona Marta:

Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a redução nos índices está diretamente ligada ao desarmamento dos traficantes, durante a retomada do território que antes estava sob controle das quadrilhas.
- Nosso maior problema é o fuzil. Nos Estados Unidos, há tráfico, mas as ruas não são violentas. Não existe uma ideologia por parte dos bandidos. Aqui, há facções armadas que brigam pelo domínio de territórios. 

FONTE: OGLOBOONLINE -  05dez2009

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